
Técnica da USP identifica vírus na Água
O Instituto de Ciências Biomédcas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um método para detectar a presença de virús na água que pode fazer com que a técnologia de saneamento básico do Brasil se equipare à de países como EUA, França, Austrália e Canadá. Com a metodologia do ICB, que avalia simultaneamente a presença de rotavírus e adenovírus (principais agentes causadores de diarréia viral) e o vírus da hepatite A, a qualidade da água poderá ser melhor avaliada. Hoje, bactérias como coliformes fecais são investigadas por serem consideradas indicadores da qualidade da água. Mas os vírus, na verdade, são melhores indicadores, pois são mais resistentes a variações de temperatura e a outras substâncias presentes na água. A procura por vírus, no entanto, não é feita por causa de uma metodologia eficiente para aplicação rotineira. Os vírus entéricos (presentes no intestino) são lançados no meio ambiente entre fezes de pessoas infectadas, contaminando rios, córregos e represas. Acabam chegando a alimentos, como hortaliças e frutos-do-mar, que tenham sido expostos à água infectada, seja pela irrigação, seja pelo lançamento de esgotos no oceano. Os vírus também podem ser transmitidos de pessoa para pessoa. Embora as águas oriundas de mananciais sejam tratadas, a contaminação ao longo da rede de distribuição é possível. E, em regiões com saneamento básico precário, as pessoas entram facilmente em contato com água não-tratada ou contaminada. |